Medium: Installation

  • 333

    333

    Fotografia das obras para catálogo e divulgação.
    Exhibition View “Caossonância”, Coaty, Salvador, 2019

    Site-Specific Installation, 2019

    ​​Lights, Diy Sound Oscillators, Peregum (Plant),  Arduino, Reles, Iron Structure, Amplifier, Horns, Mirror, Alguidares

    Commissioned work

    Exhibited in Coaty, Salvador

    Project – “InstruMentes: music for (re)invention”​

    333 is a work of interactive sound and light, created especially for the space Coaty, Lina Bo Bardi ‘s architecture at Ladeira da Misericórdia, in Salvador, Bahia.

    333 was developed in the space itself, during an artist residency, and thus the historical and spiritual dimensions of that territory permeated the work. As soon as I arrived, they offered me the alguidares, dishes used in candomblé rituals. I contacted the blacksmith to create a structure for the work, and together we drew and conceived this piece. Ogum was also present when I went to buy the leaves to wrap the electronic circuits. By intuition, I took the peregum, a plant associated with the orixá.

    In 333, light and sound both interact with each other. The lights are programmed to blink in ternary cycles, and they are the ones that, when turning on and off, generate different sound tones. Everything was thought of in 3, from the sound oscillators, made by me for the work, to the rhythm of the lights, the iron structure and the point in space where it was placed.

    333 invites bodies to make the turn. Rotate to listen  – trebles, bowls, presences.

    _PT

    Instalação Site-Specific, 2019

    luzes, osciladores sonoros, peregum, arduino, reles, estrutura de ferro, amplificador, cornetas, espelho, alguidares

    Trabalho Comissionado

    Exibido em Coaty, Salvador

    Projeto – “InstruMentes: música para (re)invenção”

    ​​

    333 é uma obra de som e luz interativa, criada especialmente para o espaço Coaty, arquitetura de Lina Bo Bardi na Ladeira da Misericórdia, em Salvador, Bahia. 

    333 foi desenvolvida no próprio espaço, ao longo de uma residência artística, e assim as dimensões históricas e espirituais, próprias daquele território, permearam o trabalho. Logo que cheguei, ofereceram-me os alguidares, pratos usados em rituais de candomblé. Entrei em contato com o ferreiro para realizar uma estrutura da obra, e juntos, desenhamos, concebemos essa peça. Ogum esteve presente também ao ir comprar as folhas para embrulhar os circuitos eletrônicos. Por intuição, levei o peregum, planta associada ao orixá. 

    Em 333, a luz e o som, ambos interagem um com o outro. As luzes são programadas para piscar em ciclos ternários, e são elas que ao acender e apagar, geram diferentes tonalidades sonoras. Tudo foi pensado em 3, desde os osciladores sonoros, confeccionados por mim para a obra, até o ritmo das luzes, a estrutura de ferro e o ponto no espaço onde ela foi situada. 

    333 convida os corpos para fazer o giro. Girar para escutar – agudos, alguidares, presenças.​

  • SWORDS

    SWORDS

    _ ESPADAS

    Exhibition View “Abre Alas 19”, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2024

    Object + Audio, 2023

    Fluorescent Tubes, Dimmer, Two Speakers, MP3 Player + Audio (less than 1 sec on loop); Variable Dimensions

    Exhibitions

    “Mostra Onjila & Video Gira”, Ateliê Terreiro, Rio de Janeiro, 2023, curated by Luanda

    “Abre Alas 19”, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, 2024, curated by Agrade Camiz and Daniela Castro.

    Quotes to the Orisha Ogum: “To all the internal and external struggles, that of being born is one, that of living is another, to those that we have no choice, to those that we choose: a shout, less than a second of loop echoing in rotation, is a sword that vibrates, modulates, another that vibrates without altering, one that sustains, another that raves. Swords that are not always pointed, not always sharp, these are luminous.​”

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    _ PT

    Lâmpadas Fluorescentes, Dimmer, Caixas de Som, MP3 Player + Áudio (menos de 1 seg em loop)

    Dimensões Variáveis, 2023

    Exibições

    “Mostra Onjila & Vídeo Gira”, Ateliê Terreiro, Rio de Janeiro, 2023, com curadoria de Luanda 

    “Abre Alas 19”, A Gentil Carioca, Rio de Janeiro. 2024, com curadoria de Agrade Camiz e Daniela Castro

    Citações ao Orixá Ogum: “À todas as lutas internas e externas, a do nascer é uma, a do viver é outra, às que não temos escolha, às que escolhemos: um grito, menos de 1 segundo de loop ecoando em giro, é uma espada que vibra, modula, outra que vibra sem se alterar, uma que sustenta, outra que delira. Espadas nem sempre pontudas, nem sempre afiadas, essas são luminosas.”​​​

  • CO(R)PINHAS

    CO(R)PINHAS

    BODY-SOUND-IMAGE, Mama Cadela Gallery, Belo Horizonte, Brazil, 2019

    Sound Installation, 2019

    Two plastic cups of coffee, A metal bowl, Magnets, A Blue Light, A Little Fan, Stones, Electric Piezo, A Sound Amplifier

    Variable Dimensions

    Developed during the residency SOUND-BODY-IMAGE, Pequenas Sessões Festival at Mama Cadela Gallery.

    Exhibitions

    “TropiGalpão, Presente!”, TropiGalpão, Rio de Janeiro, 2023, curated by Denise Milfont and William Massey (FR)

    The residual plastic that inhabits the banality of daily life rises here to raw material, transforming into a dance over our senses — the primacy of disposal turned into presence. Co(r)pinhas is a sound installation where two small plastic coffee cups, placed inside a metal bowl, circle and dance at random. A ring of magnets generates a field that sets a small fan above the bowl in motion, while a glowing blue light accompanies the scene.

    In this choreography, the discarded becomes vibrant, a play on words and bodies: Co(r)pinhas combines “cups” and “bodies,” suggesting a boundless movement beyond control. The cups orbit each other in a fragile loop of time, suspended between closeness and distance, enclosure and freedom. Within this vessel, they embody a fleeting balance — an ephemeral performance that invites us to question dominance, linearity, and permanence. Instead, it proposes a temporary connection of sound, light, and space, where the mundane plastic of everyday life is reborn as an unpredictable dance.

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    _PT

    Instalação Sonora, 2019

    Dois copos plásticos de café, Vasilha de metal redonda, Imãs, Luz Azul, Miniventilador, Pedras, Piezo elétrico, Amplificador

    Dimensões Variáveis

    Desenvolvida durante a residência CORPO-SOM-IMAGEM, Festival Pequenas Sessões na Galeria Mama Cadela.

    Exibições

    “TropiGalpão, Presente!”, TropiGalpão, Rio de Janeiro, 2023, curadoria Denise Milfont e William Massey

    O plástico residual que habita a banalidade do cotidiano aqui se eleva a matéria-prima, transformando-se em dança sobre os sentidos — a primazia do descarte convertida em presença. Co(r)pinhas é uma instalação sonora onde dois pequenos copos plásticos de café, colocados dentro de uma tigela metálica, giram e dançam aleatoriamente. Um anel de ímãs gera um campo que põe em movimento um pequeno ventilador acima da tigela, enquanto uma luz azul incandescente acompanha a cena.

    Nessa coreografia, o descartável ganha vitalidade, em um jogo de palavras e corpos: Co(r)pinhas combina “copos” e “corpos”, sugerindo um movimento ilimitado, para além do controle. Os copos orbitam um ao outro em um frágil laço de tempo, suspensos entre proximidade e distância, clausura e liberdade. Dentro desse recipiente, encarnam um equilíbrio efêmero — uma performance passageira que nos convida a questionar relações de dominação, linearidade e permanência. Em vez disso, propõe uma conexão temporária entre som, luz e espaço, onde o plástico banal do dia a dia renasce como uma dança imprevisivel.